Escolhas? Hum não sei bem por onde começar, é um bom tema mas difícil de começar.
Na nossa vida se há coisa que não falta, são as escolhas, desde aquelas mais simples do género bebo água ou bebo sumo ou daquelas bem complicadas, em que a nossa escolha afecta muito mais do que nós próprios, afecta o nosso mundo e aqueles que nos rodeiam.
Se pensarmos bem logo desde pequenos fazemos as nossas escolhas, quando somos bebés escolhemos o peluche que queremos, e andamos sempre com ele atrás. Á medida que vamos crescendo as escolhas aumentam assim como a sua importância. Escolhemos os nossos amigos, as coisas que queremos usar, a forma como temos as coisas, tomamos decisões importantes, escolhemos o que queremos ser, quem queremos ao nosso lado. Mas a vida não é só escolher e acontece, há coisas que acontecem sem nós escolhermos naquele momento, mas o resultado de escolhas que fizemos no passado.
Todas as escolhas são difíceis, é como a escola, no 4º ano pensamos, fogo isto é difícil, chegamos ao 9º, meu deus o 4º ano era tão fácil, isto sim agora é difícil. E por aí a fora, ao longo da vida vamos achar que era tudo bem mais simples e nós complicamos tanto.
É assim composta a vida, de escolhas, boas e más, ninguém faz uma escolha má por que quer. Fazemos as escolhas a partir da educação que temos, do que nasce connosco, a nossa forma de ser, de ver as coisas, de pensar. Muitas vezes as escolhas que fazemos calham bem, maioria das pessoas saem beneficiadas delas, sim digo maioria porque é impossível agradar a toda a gente, é preciso primeiro agradar a nós próprios e depois tentar agradar aos mais próximos e mais importante. O resto? Temos pena, mas a nossa vida tem que ser vivida, aproveitada, e não querer se uma madre Teresa de Calcutá, querer ajudar todos, é impossível, á sempre alguém que nos critica porque ajudamos alguém de uma forma, porque escolhemos fazer isto em vez disto. Quer queiramos quer não vamos viver sempre com a crítica. É mais forte que o ser humano criticar-se uns aos outros.
Existe depois as decisões que tomamos, certos de que é a melhor possível, mas depois depressa nos apercebemos que não foi assim tão boa, magoa-mos pessoas de quem gostamos, perdemos hipóteses de termos certas e determinadas coisas. Pouco ou nada á a fazer, resta-nos aprender e não desperdiçar a próxima oportunidade, enquanto essa oportunidade não chega existe o arrependimento e o perdão, algo que as pessoas deviam dar mais valor, e não ver uns a perdoar tudo, tipo cachorrinho abandonado e sem dono, assim como outras pessoas que não perdoam nada. Existe um meio-termo.
A diferença entre as pessoas que conseguem viver a vida intensamente e aproveitar cada momento é por essa mesma razão, aproveitar, toda a gente erra com as escolhas que faz, mas a diferença está em conseguir ou não aprender com os erros, crescer como ser humano. Outro factor importante pelo menos a meu ver é a partilha, se nós partilharmos com alguém acontecimentos, ideias, truques para viver, digamos assim, se fossemos unidos, viveríamos muito melhor. Ninguém nasce ensinado, e querer aprender depende de cada um. Cada um tem a sua vida e ninguém pode viver a vida do outro, nem tomar as dores dele, podemos sim influenciar a pessoas a fazer certas e determinadas escolhas, ter a atitude que para nós nos parece mais correctas, cada um deve pensar por si, ver, aprender e mais importante de tudo é Viver. Podemos estar indecisos em fazer isto ao aquilo e pedir um conselho, mas o que muita gente faz é pedir um conselho e fazer exactamente o que essa pessoa nos disse. Depois se algo não correu como esperado pensa, se eu tivesse feito o contrario, se, se, se. O Se aí já não adianta, o que se devia fazer ao pedir um conselho é ouvir ideias porque nem sempre temos noção das coisas. Quando falamos com o nosso melhor amigo, “quero fazer isto, mas estou indeciso” o nosso amigo diz-nos “ não faças isso” . Influenciar alguém a fazer uma escolha entre sim e não, isso não é aconselhar. Um conselho passa por dizer, “olha a meu ver isso não esta muito certo, tens que ver o factor x, y, z. “ e a partir daí sermos nos próprios a pensar.
Um cego não vê porque não pode, um parvo não vê porque não quer. É a mais pura das verdades, erramos uma, duas, três, quatro vezes, muitas vezes por não pesarmos em nós próprios e fazermos as nossas escolhas sobre a influência de algo. Esse algo que nos foi dito por alguém próximo ou a quem damos demasiada importância.
Fica a cargo de cada um pensar, neste pequenas ideias, o facto de decidirmos hoje não implica colhermos os frutos amanha. À que ter noção do que se anda cá a fazer, a vida é demasiado curta para andar a perder tempo com futilidades, Viver a vida, ponderar primeiro, ter calma e tentar fazer a melhor escolha, arrepender-se e perdoar faz parte. Não sejam casmurros nem teimosos, amanhã pode não haver tempo para fazer uma nova escolha. E seja esta mesma escolha errada a ultima que fazemos.
Eu penso, tento fazer as coisas como descrevi, mas afirmo e tenho consciência de que tenho sido e sou um parvo que não vê porque não quer, e agora tenho que viver as consequências de escolhas passadas.
Obrigado por leres, deixa a tua opinião.
Musicas:
16-12-95- Sam the Kid.
*Desta vez escrevi a ouvir apenas o silêncio, mas deixo aqui uma musica bastante relacionada com o post. Se puderem oiçam, é uma música que nos deixa a pensar, sobre escolhas que fazemos.


1 comentário:
e actualizar uma beca isto??
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